quarta-feira, novembro 22

Cska 0 - 2 Fcporto

Cska 0 - 2 Fcporto

Começar pelo tecto e acabar nas nuvens

Há um provérbio escondido entre tantos outros existentes na cultura popular que fala no erro de começar a construir uma casa pelo tecto.

O povo que me perdoe, mas já foi tempo em que a sua sabedoria estava acima até da ciência. Ontem, o povo perdeu da mesma forma que o FC Porto arrancou uma preciosa vitória em Moscovo.

A segunda consecutiva, a segunda sem que possa ser colocada qualquer dúvida. A verdade é que foi por cima que os portistas começaram, marcando um golo ainda antes de esgotar o segundo minuto. Pensou-se que a esperada pressão inicial do CSKA acabasse logo ali.

Como isso não se concretizou, o FC Porto acabou também a brilhar na hora de defender, sendo exemplo disso mesmo o facto dos russos terem passado toda a primeira parte a tentar chegar com perigo junto da baliza de Helton. E nem com os livres cobrados por Daniel Carvalho conseguiram isso.

Não se livrando da pressão, ainda que obrigando o adversário a correr atrás do prejuízo desde muito cedo, o FC Porto criou igualmente as condições para colocar no peito mais uma medalha de mérito, esta devido à forma como desmontou, esmagou e destruiu o sistema de jogo de que Valery Gazzaev não abdica.

Os 3x6x1 foi a presa fácil para as rápidas transições defesa-ataque, aqui e acolá aparentadas com as diagonais que foram deixando os defesas e o médios-defensivos do CSKA sem saber o que fazer à vida. Talvez rezar, esperando que, com ajuda divina, o FC Porto não aumentasse o fosso no resultado.

E devem ter orado muito, porque os dedos de uma mão, mesmo gelada, não chegaram para contar os lances em que os portistas poderiam ter marcado o segundo golo nos 45’ minutos iniciais. A cada adversidade que surgisse, o FC Porto oferecia o peito, mesmo que o perigo não fossem balas, mas sim cartões amarelos. Aos 20 minutos, já Paulo Assunção e Pepe estavam “amarelados”; aos 38 minutos, Bruno Alves a eles se juntou. E isso não deixou de ser preocupante. Uma preocupação que o restante jogo, em especial a segunda parte, haveria de desmentir.

Numa Rússia rendida aos encantos do capitalismo, ainda que o mesmo não chegue de facto a todos, o FC Porto foi sempre mostrando que a união faz a força e que unidos dificilmente – no futebol não há jamais – serão derrotados.

A primeira parte acabou com o estranho sabor doce provocado pelo golo de Quaresma, mas com um leve trago a amargura pelo facto do FC Porto ter desperdiçado excelentes oportunidades para deixar o jogo perto da resolução final ainda antes do árbitro apitar para o intervalo.

O meio-campo do CSKA, que perdera ainda na primeira parte o influente Dudu Cearense, voltou à carga na segunda metade. Nada que o FC Porto não esperasse, nada que não resolvesse, uma vez mais sem que Helton passasse por grandes aflições.

Aliás, não fossem duas más recepções a remates de Daniel Carvalho e ninguém teria reparado no guarda-redes brasileiro. Depois de suster o primeiro ímpeto russo, o FC Porto foi-se aproximando de novo da baliza de Akinfeev. E a cada aproximação parecia mais ameaçador.

Na primeira tentativa Semberas cedeu canto, a seguir Bruno Alves desperdiçou nova oportunidade. Mas como quem porfia sempre alcança – às vezes, o povo tem razão – lá chegou o golo, uma vez mais com os participantes de outros golos, novamente com Quaresma a fazer o desenho, Lisandro a pintar a manta com uma assistência perfeita e Lucho González a dar o toque de classe com um remate de fora da área que o elástico Akinfeev não alcançou.

O FC Porto ficou ainda mais forte, tão poderoso que a vencer por 2-0, Jesualdo Ferreira quis mais, trocando o médio defensivo Raul Meireles por Jorginho. Nada se alteraria e agora que venha o Arsenal.

CSKA MOSCOVO 0 - FC PORTO 2


ESTÁDIO DO LOKOMOTIV, EM MOSCOVO
Relvado em mau estado
28 mil espectadores
Kyros Vassaras [Grécia]
Dimitrios Bozatzidis + Konstantinos Dalas
Ioannis Tsachilidis

CSKA
Treinador Valery Gazzaev
35 |Akinfeev GR
24 |V. Berezutskiy DC
2 |Semberas DC
6 |A. Berezutskiy DC
17 |Krasic AD a 66'
25 |Rahimic MD
22 |Aldonin MD
18 |Zhirkov AE
20 |Dudu Cearense MO a 27'
7 |Daniel Carvalho MO
11 |Vagner Love AV
-
1 |Mandrykin GR
4 |Ignashevich DC
9 |Ivica Olic AV d 66'
15 |Odiah LD
37 |Kochubei MD d 27'
39 |Taranov DC
50 |Grygoryev MD

Amarelos
Vagner Love 46' | Kochubei 66' | Rahimic 73' | Zhirkov 90' |

FC PORTO
Treinador Jesualdo Ferreira
1 |Helton GR
2 |Bosingwa LD
3 |Pepe DC
14 |Bruno Alves DC
13 |Fucile LE
18 |Paulo Assunção MD
8 |Lucho González MO
16 |Raul Meireles MO a 70'
7 |Quaresma AD a 88'
9 |Lisandro AE
23 |Hélder Postiga AV a 77'
-
99 |Vítor Baía GR
2 |Ricardo Costa DC
5 |Marek Cech LE
6 |Ibson MO
20 |Jorginho MO d 70'
21 |Alan AD d 88'
29 |Bruno Moraes AV d 77'

GOLOS

0-1|2'
Quaresma

0-2|61'
Lucho González

Amarelos
Paulo Assunção 7' | Pepe 19' | Bruno Alves 38' |

Fonte: o Jogo


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terça-feira, novembro 21

Cska - Fcporto

Cska - Fcporto

A confiança esta instalada, de qualquer forma o empate ou vitoria podem significar o mesmo , ter de ganhar ao arsenal. O fc porto desde que não perca so depende de si, isso é que interessa.

Excerto da entrevista de jesualdo :

Já defrontou todas as equipas do grupo. O CSKA é a mais forte?

Se nos fundamentarmos em coisas objectivas, sim, porque é a equipa que tem mais pontos e ainda não perdeu. É, de facto, uma equipa forte e boa, mas distinta do Arsenal. Nós, temos os mesmos pontos que os ingleses, perdemos com eles e ainda os vamos receber. A diferença está nos golos porque temos mais. Contudo, este grupo é muito equilibrado.

O FC Porto veio aqui ganhar há dois anos e qualificou-se com oito pontos, agora tem sete e dois jogos por fazer e ainda não garantimos nada. Será um jogo aberto, assim como estão as nossas expectativas e o nosso objectivo. Temos feito um bom trajecto e não há nada que nos faça sentir que não podemos chegar aqui e vencer. Quem é o mais forte ou mais fraco deixo para os jornalistas e analistas decidirem.


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sexta-feira, novembro 17

Frases Fc Porto - Pedro Emanuel

Frases Fc Porto - Pedro Emanuel

"Não podemos passar ao lado da evolução. Quando se falava de um balneário com mística há quinze anos não se falava do que existe agora. É diferente. Até porque, nessa altura, o FC Porto teria no plantel dez ou mais jogadores habituais titulares que tinham sido formados nas escolas e hoje em dia tem jogadores jovens contratados, que acabam aqui a formação, mas que não estão cá desde a base.

Temos um plantel jovem que necessita de apoio para ganhar a maturidade que lhe falta.
É para isso que aqui estão jogadores como o Vítor Baía, que todos respeitam, ou como eu. A mística transmite-se naturalmente, sem a obsessão de o fazer desta ou daquela forma."

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